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O que merece nossa atenção?
INSTITUTOEducação · escolas
O mundo não é cenário. É campo de investigação.
Há aprendizagens que começam quando alguma coisa do mundo interrompe aquilo que já sabíamos: uma rua, uma obra, uma conversa, uma pergunta que não estava prevista.
No Instituto Sentir, desenhamos experiências em que território, cultura e vida comunitária entram no currículo como fontes de investigação.
Construímos com escolas experiências articuladas ao planejamento pedagógico. A escola continua autora de seu currículo. Nós oferecemos mediação, território, repertório metodológico, materiais de preparação e possibilidades de continuidade para que cada turma investigue uma questão real.
Território é currículo.
Uma saída se torna educativa quando produz atenção, perguntas, investigação, necessidade de conhecimento, autoria e elaboração.
O que merece nossa atenção?
O que acontece quando encontramos isso?
O que agora precisamos saber?
O que fazemos com o que aconteceu?
Antes da experiência, ajudamos a escola a preparar o olhar e construir perguntas. No território, estudantes observam, escutam, registram, conversam, medem, comparam e criam. Depois, o material retorna à escola para ser elaborado em pesquisa, mapa, ensaio, podcast, obra, exposição, análise de dados, seminário ou outra produção coerente com o percurso.
As experiências podem mobilizar competências gerais da BNCC e aprendizagens de Linguagens, Ciências Humanas, Matemática e Ciências da Natureza. Também podem integrar trabalhos de educação das relações étnico-raciais, direitos humanos, educação ambiental, cidadania, arte e cultura, sempre de acordo com o currículo e os objetivos definidos pela escola.
A BNCC não é um conjunto de etiquetas para colar sobre uma atividade. Uma habilidade se desenvolve por meio de trabalho pedagógico intencional. Por isso, apresentamos possibilidades de mobilização e construímos com cada escola a seleção de objetivos, perguntas, registros e formas de acompanhamento.
Rima, rap, graffitti, breaking e DJ são linguagens, práticas culturais e formas de produzir, registrar e disputar sentidos sobre o mundo. Uma rima pode exigir Língua Portuguesa e argumentação. Um mural convoca Arte, História, Geografia e Matemática. O breaking coloca corpo, ritmo e repertório em investigação. O DJ abre questões sobre música, tecnologia, memória e autoria.
O trabalho parte de uma pergunta construída com a escola. É essa pergunta que transforma encontro em investigação e experiência em conhecimento.
Na Vila Flávia, arte urbana, hip-hop, memória, cidade e vida comunitária formam um campo de investigação vivo. Mais de duas centenas de obras, artistas, moradores e histórias permitem que cada escola construa perguntas próprias.